Idanha-a-Nova Cidade Criativa da Música
Rede de Cidades Criativas da UNESCO,
desde 11 de dezembro de 2015.
Festival
Fora do Lugar 2018: Les Kapsber'girls

Les Kapsber 'girls

 

Fora do Lugar, Festival Internacional de Músicas Antigas

LES KAPSBER’GIRLS
França / Suiça

30.11.18 > 21:30
Pavilhão do Bodo, Salvaterra do Extremo

Alice Duport-Percier, soprano
Axelle Verner, mezzo-soprano
Barbara Hunninger, viola da gamba
Albane Imbs, arquialaúde, guitarra barroca / direcção

Lotação150 pax
Duração +-60’

 Entrada livre sujeita à lotação das salas.
Por motivos de segurança a porta será encerrada assim que a lotação estiver preenchida. As portas abrem +-30‘ antes do início dos concertos.

 

Vous avez dit Brunettes?

Canções populares francesas do século XVIII: Airs de Cour e Brunettes... Disseste Brunettes (morenas)?

"Vous avez dit Brunettes? foca-se em canções «populares» francesas do século XVIII, chamadas Airs de Cour ou, mais especificamente, Brunettes. Estas canções apareceram pela primeira vez em três volumes organizados e editados em 1703, 1704 e 1711 por Christophe Ballard (1641-1715), impressor e editor oficial de música do Rei Sol. Representam, na sua totalidade, uma compilação de mais de 516 árias. 


Originalmente, as Brunettes eram antigas melodias populares de tradição oral, frequentemente monódicas, executadas a capella. Ballard acrescentou vozes adicionais, baixos e harmonização, de acordo com o gosto da época. Revelaram-se, de imediato, um enorme sucesso entre as classes média e média-alta e a nobreza. As Brunettes tornaram-se, igualmente, um repertório pedagógico para o ensino do canto, exactamente da mesma forma que as canções pop são hoje utilizadas! 
Christophe Ballard abriu o seu primeiro volume com a canção «Le Beau Berger Tircis», dando assim às Brunettes o seu nome, retirado do refrão «Ah! Petite Brunete, Ah! Tu me fais mourir!».


O filho de Christopher, Jean Baptiste, sucedeu a seu pai, editando vários outros cancioneiros de Brunettes e Airs de Cours.
Podemos equiparar estas canções ligeiras e a sua incrível popularidade à música pop contemporânea. Eram muitíssimo famosas e, à excepção do facto de as figuras mitológicas já não serem os heróis das canções pop modernas, o amor permanece um dos temas principais. 


A nossa escolha musical, retirada de um amplo repertório vocal barroco, que reflete a nossa formação, foi motivado pela frescura que as Brunettes ainda geram nos ouvidos modernos. Para além disso, procuramos sempre encontrar e reapropriar-nos de repertório esquecido, como é o caso das Brunettes, a nosso ver injustamente negligenciadas nos dias de hoje. Um dos nosso programas anteriores focava-se nas Vilanelas de Kapsberger (1580-1651), as quais podem ser consideradas o contraponto exacto das Brunettes, tendo surgido um século antes em Itália.
Outro género de árias incluído neste programa são as Airs à Boire – canções humorísticas e paródicas que refletem um entusiasmo genuíno pelos prazeres da mesa e... do vinho.


A nossa escolha de instrumentação foi conduzida pelo seu uso comum e popularidade no início do século XVIII. Um dos mais apreciados instrumentos da música barroca francesa era, sem dúvida, a viola da gamba, à qual diversos compositores dedicaram as suas obras. Entre os mais famosos, encontra-se o violista Jean de Sainte-Colombe, o qual, em conjunto com o seu discípulo Marin Marais, desenvolveu o mais consumado estilo e técnica de execução para o instrumento. Na mesma família de instrumentos aparece o sopranino de viola (pardessus de viole), um instrumento com a amplitude sonora de um soprano, afinado uma oitava e uma quarta acima da viola baixo, competindo com o muito apreciado violino. O especialista deste instrumento era Nicolas Lendormy, o hoje esquecido. As suas composições são tão desconhecidas, quanto apreciáveis. No que se refere aos instrumentos dedilhados, a nossa preferência recai no arquialaúde, o qual permite, graças à sua ampla tessitura (cinco oitavas!), acomodar vozes soprano, oferecendo linhas melódicas graciosas, bem como proporcionar harmonizações e baixos graves à viola. 


A guitarra barroca, importada directamente de Itália, era altamente apreciada na corte real, inspirando compositores como Robert de Visée, mais conhecido pelas suas composições para tiorba. A suite em ré menor executada neste programa está arranjada como uma típica suite de dança: prelúdio – alemanda – corrente – sarabanda – giga – gavota – bourée – minuete – passacaglia – minuete. O terceiro instrumento dedilhado presente neste concerto é o tiorbino. Sofrendo do mesmo desrespeito que o sopranino de viola, o tiorbino é literalmente uma tiorba em miniatura, afinada uma oitava acima relativamente à sua prima. Com a sua afinação penetrante e amplitude sonora extensa, proporciona cores muito especiais às partes do baixo contínuo, como em «Les Rossignols» de Elisabeth Jacquet de la Guerre, imitando as canções dos pássaros.
Uma forte característica da música barroca francesa é, sem dúvida, o uso de ornamentações e embelezamentos, tanto na música vocal, como instrumental. Uma grande parte da ornamentação é assinalada nas partituras pelo uso de sinais específicos, mas cada músico individual, conforme o seu dom de fantasia e eloquência, é suposto adicionar as suas próprias invenções. Gostamos de pensar que a magia desta música assenta no seu carácter secular, modernizado por uma sociedade abastada que gozava dos prazeres e emulação artística da Idade do Ouro de Versalhes. Albane Imbs

+info: Fora do Lugar 2018

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